sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Entrelinhas na janela



Bodeguita



ah! hemingway e teus assassinos...


para quem nunca acreditou
em manhãs amarelas e cruas 
por que escutas sting em campos de ouro?


e no meio da sala 
no seio da sala
corações de metal
e beijos com bala


tens medo de perder teu escapulário?
por que decoras o olhar de ava nas entrelinhas?


e no hiato do céu
no nitrato do céu
estrelas de esquinas
em canções avarandadas 


para quem nunca aceitou
o perdão como arma
por que descreves hopper como solidão americana?


e nas aparências de ruas
nas saliências das ruas 
saias sobrepostas
e agarros à luz de velas


se escutas com displicência aquelas notíciazinhas 
por que tens fixação nas árvores azuis da lara?  


por que a bela na cela dos jornais?


você você você você
condenas letras de forma 
e prefere jonh a paul
em prol das delicadezas


e se choras desenredos 
no verde azul das reminiscências 



aos temporais de chalvinski
entre nada óbvias persianas


só por causa de quintana
só por causa de leminski.





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